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Argentina registra saques a supermercados e comércios em Buenos Aires

  • 23 de ago. de 2023
  • 1 min de leitura

Uma série de saques a supermercados e comércios nos subúrbios de Buenos Aires levou à prisão de pelo menos 94 pessoas na terça-feira, 22. As autoridades locais afirmam que os incidentes foram incitados por meio das redes sociais, com o objetivo de causar instabilidade. Enquanto a corrida eleitoral pela presidência se intensifica, os candidatos trocam acusações sobre as responsabilidades.


O Ministro da Segurança da Província de Buenos Aires, Sergio Berni, relatou que ocorreram tentativas de roubo "de maneira coordenada" em centros comerciais das cidades de Moreno, José C. Paz e Escobar. Um dos supermercados foi gravemente danificado e os envolvidos atearam fogo ao local. Não há relatos de feridos.


Inicialmente, o governo informou 56 detidos, mas o número foi atualizado para 94 nesta quarta-feira, 23. O governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, disse: "Há 94 detidos hoje, neste momento, nas mãos da Justiça". Ele mencionou a identificação de cerca de 150 tentativas de saques.

Berni, em uma entrevista coletiva durante a madrugada, afirmou: "Não tenho dúvidas de que foi organizado", referindo-se aos saques. Ele continuou: "Depois de uma onda durante todo o dia incitando esses episódios de violência. Tem gente que tem a estupidez de pensar que quanto pior, melhor".


As acusações foram respaldadas por Kicillof, que mencionou a disseminação de "imagens falsas" de saques em lojas de eletrônicos e roupas, envolvendo até mesmo algumas figuras políticas. No entanto, ele não especificou quais figuras estariam envolvidas. O Ministro da Segurança Nacional, Aníbal Fernández, indicou que os ataques não foram espontâneos, anunciando a criação de um comando unificado para investigar os incidentes, embora não tenha dados confiáveis sobre a autoria intelectual.


Foto: Juan Mabromata

 
 
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