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Ex-comandante do Exército ameaçou prender Bolsonaro em caso de ameaça à democracia

  • 15 de mar. de 2024
  • 1 min de leitura

O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, teria ameaçado prender o então presidente Jair Bolsonaro caso este atentasse contra o regime democrático. A advertência teria sido feita durante uma reunião dos chefes das Forças Armadas com Bolsonaro após o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.


O relato consta do depoimento à Polícia Federal do tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica. O conteúdo do depoimento foi divulgado nesta sexta-feira (15), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirar o sigilo das oitivas.


Segundo Baptista Junior, Bolsonaro discutiu a possibilidade de utilizar a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) ou o Estado de Defesa para lidar com uma "crise institucional". O ex-comandante da Aeronáutica teria alertado Bolsonaro sobre a inviabilidade de permanecer no poder após a derrota nas eleições de outubro de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva.


Além disso, Baptista Junior revelou que o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, colocou as tropas à disposição de Bolsonaro, uma posição descrita como "dissonante" do Exército e da Aeronáutica.


Para evitar medidas que pudessem subverter o Estado de Direito, Baptista Junior adotou uma estratégia não detalhada no depoimento para "ganhar tempo" e impedir que Bolsonaro assinasse qualquer medida de exceção.


 
 
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