Governo registra arrecadação recorde de R$280 bilhões em janeiro, maior valor mensal em quase 30 anos
- José Augusto

- 22 de fev. de 2024
- 2 min de leitura

Números divulgados pela Secretaria da Receita Federal revelam que o governo federal atingiu uma arrecadação sem precedentes no mês de janeiro deste ano, totalizando R$ 280,36 bilhões em receitas provenientes de impostos e contribuições federais. Esse montante representa um aumento real de 6,67% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Essa marca histórica é a maior já registrada desde o início da série histórica do Fisco em 1995, corrigida pela inflação. O resultado superou as projeções do mercado, refletindo as mudanças nas regras tributárias aprovadas em 2023 pela equipe econômica.
O aumento na arrecadação foi impulsionado pela tributação de fundos exclusivos, com um acréscimo de R$ 4,1 bilhões, além da retomada da tributação integral sobre combustíveis. A taxação do alto lucro dos bancos também contribuiu significativamente para esse resultado.
A elevação da arrecadação é um ponto central para o governo, que busca equilibrar as contas públicas em 2024. Com a meta de atingir o déficit zero, o governo pretende aumentar a receita líquida em cerca de R$ 280 bilhões este ano, conforme estabelecido no orçamento aprovado pelo Legislativo.
As projeções orçamentárias indicam que a receita líquida deve alcançar R$ 2,19 trilhões em 2024, representando 19,3% do Produto Interno Bruto (PIB), o valor mais alto em 14 anos.
Para atingir essa meta, o governo adotou uma série de medidas para aumentar a arrecadação, incluindo mudanças na tributação de incentivos estaduais, taxação de fundos exclusivos e ajustes no regime de juros sobre capital próprio, entre outras.
Apesar dos esforços para aumentar a receita, a ausência de propostas para redução de gastos públicos tem sido destacada por economistas como um ponto crítico para o equilíbrio das contas públicas.



