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Lula afirma que o 7 de Setembro foi "apoderado" pelos militares: "Deixou de ser de toda a sociedade"


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração nesta terça-feira (05), enfatizando que os militares se "apoderaram" do feriado de 7 de Setembro e que a data deixou de ser "uma coisa da sociedade como um todo". Essa afirmação ocorre às vésperas do feriado, que nos últimos anos tem sido marcado por atos do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Lula destacou a importância de transformar o 7 de Setembro em uma celebração de toda a sociedade brasileira, aberta à participação de diversos grupos profissionais e cidadãos. Ele afirmou:


"Todo o país do mundo tem na festa da independência uma grande festa. O que aconteceu no Brasil é que como nós tivemos por 23 anos um regime autoritário, a verdade é que os militares se apoderaram do 7 de Setembro. Deixou de ser uma coisa da sociedade como um todo. O que nós estamos querendo fazer agora, com a participação do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é voltar a fazer um 7 de Setembro de todos. O 7 de Setembro é do militar, do professor, do médico, do dentista, do advogado, do vendedor de cachorro quente, do pequeno e médio empreendedor individual."


O governo planeja reunir cerca de 30 mil pessoas em Brasília para o primeiro desfile do novo mandato de Lula, com aproximadamente seis mil espectadores nas arquibancadas já instaladas no corredor ministerial. A tribuna de honra do presidente deve contar com a presença de cerca de 200 autoridades, incluindo ministros, membros do Congresso e do Judiciário, e representantes das Forças Armadas.


O ex-presidente Jair Bolsonaro foi marcado por uma intensa politização das Forças Armadas durante seu governo e pelo uso controverso dos desfiles do 7 de setembro. A cerimônia do ano passado, a última de seu mandato, resultou em um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico, bem como uso inadequado dos meios de comunicação.

Na ocasião, após o desfile militar, Bolsonaro fez um discurso em tom eleitoral em um palanque montado na Esplanada dos Ministérios, cercado por apoiadores, e pediu que seus seguidores votassem e tentassem convencer outras pessoas a apoiá-lo.


Em 2021, durante o feriado da Independência, Bolsonaro fez um discurso com críticas ao Supremo Tribunal Federal e defendeu a desobediência às decisões judiciais.


Lula busca reverter essa politização e tornar o 7 de Setembro uma celebração inclusiva para todos os brasileiros.

 
 
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