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Pernambuco enfrenta déficit em acessibilidade urbana, revela Censo IBGE


Dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo IBGE, colocam Pernambuco entre os piores estados do Brasil em termos de acessibilidade urbana. De acordo com o levantamento, 65% da população urbana do estado — cerca de 4,8 milhões de pessoas — vivem em ruas que não possuem rampas de acessibilidade nas calçadas, o que dificulta a locomoção de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. O estado ocupa a segunda pior posição nacional, ficando atrás apenas do Amazonas.


Apesar de representar uma melhora em relação ao Censo de 2010, quando 97,9% da população urbana estava em vias sem rampas, os números ainda indicam uma exclusão significativa para milhares de pernambucanos.


Além da escassez de rampas, o estado também apresenta um cenário crítico no que diz respeito à qualidade das calçadas. Apenas 8,48% dos moradores urbanos vivem em ruas onde as calçadas estão livres de obstáculos como postes, buracos e construções irregulares. Isso significa que mais de 6,7 milhões de pessoas enfrentam dificuldades diárias para se locomover com segurança.


Outro ponto alarmante é a falta de arborização: mais da metade da população urbana — cerca de 3,7 milhões de pessoas — vive em ruas sem árvores, número muito acima da média nacional, que é de 33,7%. A ausência de vegetação compromete o conforto térmico e agrava os efeitos das altas temperaturas nas cidades.


A infraestrutura cicloviária também é precária. Apenas 1,82% da população reside em áreas com algum tipo de estrutura para bicicletas, como ciclofaixas ou ciclovias.


A mobilidade também é limitada pelo tipo de acesso viário. Quase 900 mil pessoas moram em ruas onde apenas carros ou vans conseguem circular, enquanto mais de 630 mil vivem em áreas acessíveis apenas a pé, de bicicleta ou moto. No Recife, essa limitação atinge 16,1% dos moradores, colocando a capital entre as cidades com maiores restrições de circulação do país.


No quesito pavimentação, embora 76% da população urbana viva em ruas asfaltadas, cerca de 1,7 milhão de pessoas ainda moram em vias sem pavimento, o que afeta diretamente a mobilidade, a drenagem de águas pluviais e as condições de higiene urbana.

 
 
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