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Professor universitário emerge após recorde de 100 dias vivendo debaixo d'água

  • 10 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

O professor universitário que passou 100 dias vivendo debaixo d'água em um alojamento para mergulhadores retornou à superfície nesta sexta-feira (9), na Flórida, nos Estados Unidos. As informações são da agência de notícias Associated Press.


Joseph Dituri quebrou o recorde de maior tempo vivendo debaixo d'água sem despressurização, atingindo a marca de 100 dias. Ele permaneceu submerso no Jules' Undersea Lodge, um hotel subaquático localizado em Key Largo, a uma profundidade de 9,14 metros.


O professor, que também é mergulhador e pesquisador da área médica, superou a marca anterior de 73 dias, duas horas e 34 minutos, estabelecida por dois irmãos professores do Tennessee em 2014.


"Para mim, nunca foi sobre o recorde", disse Dituri à agência. "Trata-se de ampliar a tolerância humana para o mundo subaquático e para um ambiente isolado, confinado e extremo."

Dituri, conhecido como 'Dr. Mar Profundo', é professor da Universidade do Sul da Flórida, com doutorado em engenharia biomédica, e é um oficial aposentado da Marinha americana.


O recorde de Dituri foi oficialmente registrado pelo Guinness World Records após o seu 74º dia submerso, no mês passado. A Marine Resources Development Foundation, proprietária do hotel subaquático, planeja solicitar ao Guinness a certificação dos 100 dias de Dituri, conforme afirmou o chefe da fundação, Ian Koblick.


O desafio de Dituri, intitulado Projeto Neptune 100, foi organizado pela fundação. Ao contrário de um submarino, que utiliza tecnologia para manter a pressão interna próxima à da superfície, o interior do alojamento foi ajustado para corresponder à pressão mais elevada encontrada debaixo d'água. O projeto tinha como objetivo aprofundar o conhecimento sobre como o corpo e a mente humana reagem à exposição prolongada à pressão extrema e ao ambiente isolado. Além disso, foi projetado para beneficiar pesquisadores oceânicos e astronautas em futuras missões de longa duração.


Durante os três meses e nove dias embaixo d'água, Dituri realizou experimentos diários e medições para monitorar como seu corpo respondia ao aumento da pressão ao longo do tempo.

Ele também conduziu encontros online com milhares de estudantes de doze países, ministrou um curso da Universidade do Sul da Flórida e recebeu 60 visitantes em seu espaço.


"O aspecto mais gratificante disso tudo foi a interação com quase 5 mil alunos e a preocupação deles em preservar, proteger e rejuvenescer nosso ambiente marinho", disse Dituri.


Ele planeja apresentar as descobertas do Projeto Neptune 100 na Conferência Mundial de Medicina Extrema, que ocorrerá em novembro, na Escócia.



Foto: Mariano Lorde/Florida Keys News Bureau via Associated Press

 
 
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