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Professores e técnicos da Educação Básica encerram greve após acordo com governo

  • 24 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

Professores e servidores técnico-administrativos da Educação Básica, Profissional e Tecnológica decidiram, no sábado (22), aceitar a proposta do governo federal para encerrar a greve que durou mais de dois meses. A paralisação será suspensa após a assinatura dos termos de acordo entre o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e o governo.


O acordo inclui uma reestruturação salarial para os docentes, com reajustes em 2025 e 2026, a liberação do controle de frequência, e a revogação da ampliação da carga horária semanal dos professores em sala de aula. O Ministério da Educação (MEC) também se comprometeu a articular junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para favorecer a concessão de reconhecimentos de saberes e competências (RSC) a aposentados e pensionistas, além de estabelecer regras padronizadas para a progressão docente.


Para os técnico-administrativos, o governo propôs uma recomposição salarial de 9% em 2025 e 5% em 2026. Outras melhorias incluem a redução do tempo para avanço na carreira de 18 para 12 meses, a implementação do RSC, a aceleração da progressão por capacitação a cada cinco anos, e a alteração do parâmetro do piso salarial.


Além disso, o MEC anunciou um investimento de R$ 5,5 bilhões em infraestrutura para campus e hospitais universitários, incluindo a construção de 10 novos campi e 8 novos hospitais.


Ainda não há um consenso entre os servidores das universidades federais sobre a suspensão da greve, mas há indicativos de um possível acordo nos próximos dias. A greve nas universidades já dura mais de dois meses e tem causado desgaste para o governo, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo aos reitores que reavaliem as motivações para a paralisação continuar.

 
 
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