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Quadro Lembranças/Histórias Vivas: Riacho das Almas comemora 70 anos de Emancipação Política nesta sexta-feira (29)

Atualizado: há 5 dias


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Riacho das Almas, município do interior de Pernambuco, comemora nesta sexta-feira, 29 de dezembro, 70 anos de emancipação política. A cidade, que tem cerca de 20.635 mil habitantes, de acordo com dados do Censo IBGE 2022, foi fundada por volta de 1875 pelo Coronel Joaquim Bezerra, que instalou uma fazenda de gado no local.


Primeiros Habitantes


Os primeiros habitantes das terras que hoje pertencem ao município de Riacho das Almas foram inicialmente os povos indígenas. Esses povos deixaram sua marca na região, através de nomes de lugares como Barra do Carapotós, Trapiá e Xique-Xique.


A Chegada dos Colonizadores


Os primeiros colonizadores europeus chegaram à região no século XVI, mas foi apenas no século XIX que o povoamento se intensificou. Em 1875, o Coronel Joaquim Bezerra instalou uma fazenda de gado no local. Além de sua residência, o espaço contava com casas para seus escravos e galpões para armazenamento de produtos agrícolas. A fazenda, chamada de Riacho das Éguas, foi o início do povoado que viria a se tornar Riacho das Almas.


Riacho das Éguas


O desenvolvimento progressivo do povoado de Riacho das Éguas foi impulsionado pela atividade agrícola, com destaque para o cultivo de algodão. Nesse contexto, o Coronel Joaquim desempenhou um papel fundamental ao estabelecer uma Bolandeira em 1880, uma inovação que simplificou o processo de descaroçamento do algodão.


Feira Livre

A Feira Livre teve início em 1881, a cerca de dois quilômetros da fazenda, numa localidade conhecida como Riacho de Fernandes. Entretanto, devido a desentendimentos entre as autoridades policiais de Limoeiro e os organizadores da feira, o Coronel Joaquim Bezerra, através de sua influência, tomou a decisão, no mesmo ano, de transferi-la para sua própria fazenda, situada no local conhecido como Riacho das Éguas. Esse nome se originava da prática das éguas irem beber em um poço próximo durante períodos de seca.

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O Açude


Em 1884, o Coronel Joaquim Bezerra construiu um açude, concluído em 1890, representando um avanço significativo para a região, possibilitando a irrigação e o plantio de cana-de-açúcar. Contudo, em 1896, uma grande chuva provocou o rompimento do açude, causando prejuízos à plantação e à engenhoca construída pelo Coronel. Segundo relatos, o Coronel Joaquim Bezerra faleceu cerca de dois a três anos depois.


Construção do Cemitério


A construção do Cemitério ocorreu entre 1887 e 1888 em resposta a uma considerável quantidade de moradores e tornou-se fundamental diante da chegada da epidemia de peste bubônica.


A Epidemia de Peste e a Igreja de São Sebastião 


No início do século XX, Riacho das Éguas enfrentou uma epidemia de peste bubônica, que causou a morte de centenas de pessoas. Essa pandemia motivou a promessa da construção de uma capela em homenagem a São Sebastião. Em 1905, iniciou-se o projeto da igreja, que se tornou a primeira construção mais imponente da região. A inauguração ocorreu em 1912, tornando-se um marco religioso importante para a comunidade.


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Trapiá e Riacho das Almas

A mudança do nome da localidade de Riacho das Éguas para Riacho das Almas foi ideia do Padre José Ananias em 1905, cuja alegação foi de que, em virtude do cemitério estar à beira do riacho e o nome antigo remeter a animais, Riacho das Almas soaria mais bonito.


A Lei Municipal nº 149, de 21 de dezembro de 1919, criou o distrito com sede em Trapiá, inicialmente subordinado ao município de Caruaru. Esse distrito foi posteriormente transferido para a localidade onde se encontra a atual cidade.


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Paróquia de Nossa Senhora da Conceição


A criação da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em 1941, juntamente com a chegada do Padre Antônio Faustino da Costa, que se tornou o primeiro pároco residente, representou um marco crucial na consolidação do desenvolvimento religioso em Riacho das Almas. A igreja de São Sebastião e a paróquia desempenharam papéis significativos na vida dos moradores, fornecendo um local para encontros e celebrações, fortalecendo assim os laços comunitários e espirituais da população local.


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Energia Elétrica


Durante a Segunda Guerra Mundial, a chegada da energia elétrica à região foi intermediada por meio de uma pequena residência, na qual a prefeitura de Caruaru providenciou a instalação de um gerador conhecido como "motor de luz". Esta casa estava localizada no espaço atualmente ocupado pela Câmara Municipal.


O gerador era ativado ao anoitecer e desligado pontualmente às 22h todos os dias. Para alertar os moradores sobre o desligamento iminente, o eletricista fazia piscar as luzes duas vezes consecutivas.


Posteriormente, com a inauguração da hidroelétrica de Paulo Afonso, a região passou a receber energia elétrica de forma contínua em residências e postes. Com essa mudança, a energia começou a ser tarifada, marcando a instalação de relógios medidores nas residências.


Até a década de 90, somente a área urbana contava com iluminação elétrica. Em seguida, seguindo uma política estabelecida pelo Governador Miguel Arraes, a eletrificação foi estendida para a zona rural.


Emancipação Política


A Lei Estadual nº 1.818, de 29 de dezembro de 1953, foi um marco na história de Riacho das Almas. Essa legislação criou o município, desmembrando-o de Caruaru, e elevou a sede à categoria de cidade.


Foto: Construção da Prefeitura da cidade.


Alguns Meios de Comunicação


Em relação à telefonia em Riacho das Almas, a transição de um sistema fixo para móvel foi um processo gradual que demandou tempo. A telefonia móvel foi sendo implementada aos poucos, marcada pela instalação de torres de rede pelas operadoras Claro e Vivo.


No âmbito da comunicação radiofônica, a Anatel autorizou a concessão de uma rádio comunitária, intitulada Riacho FM, que celebra seu vigésimo quinto aniversário em 13 de fevereiro deste ano. Essa iniciativa proporciona à comunidade acesso a informações e entretenimento ao longo de duas décadas e meia.

Geografia


Geograficamente, Riacho das Almas está localizada à latitude 08°08'02" sul e à longitude 35°51'23" oeste, com altitude de 407 metros. O município é composto por cinco distritos: Riacho das Almas (sede), Couro d'Antas, Pinhões, Trapiá e Vitorino.


Símbolos e Hino Municipal


Os símbolos oficiais de Riacho das Almas, como a bandeira e o brasão, foram oficialmente constituídos pela Lei Orgânica Municipal. A bandeira, concebida em 1964 por Marina Rocha da Silva, incorpora elementos que simbolizam a evolução socioeconômica da cidade.


O hino municipal foi instituído em 1999, com letra de Ilda Hipólito de Medeiros Silva e Ivoneide Paz de Lira, e música de Aurino Antônio do Nascimento. Sua criação resultou de um concurso promovido pela Escola Manoel Bacelar, em que a comunidade participou ativamente na escolha da letra.



Vale destacar que a Escola Manoel Bacelar desempenhou um papel significativo na história de Riacho das Almas, a instituição, que completou 60 anos de fundação em 1 de dezembro de 2023, tem sido uma parte integrante do desenvolvimento da identidade cultural e histórica do município.


Prefeitos


  • Cap. Rômulo Pereira de Morais (1954-1955)

  • Justo Fernandes da Mota (1955-1958)

  • Jaime Nejaim (1959-1962)

  • Noé Hipólito de Medeiros (1963-1968 e 1973-1979)

  • Mário da Mota Limeira (1969-1972)

  • Assis Costa (1977-1982)

  • Ednaldo Nunes (Jacaré) (1983-1988)

  • João da Cruz Calvacanti (1988-1993 e 1996-1998)

  • Dioclécio Rosendo de Lima (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2004)

  • Mário da Mota Limeira Filho (2005-2008)

  • Dioclécio Rosendo de Lima (2009-2012)

  • Mário da Mota Limeira Filho (2013-2016 e 2017-2020)

  • Dioclécio Rosendo de Lima Filho (2021-presente)


Presidentes da Câmara Municipal


  • Noé Hipólito de Medeiros (1955-1956)

  • João Soares da Fonsêca (1957-1958)

  • Severino Latino Pontes (1959-1962)

  • Assis Costa (1963-1964)

  • Severino Ferreira de Moura (1965-1966)

  • Mário da Mota Limeira (1967-1968)

  • Júlio Janim da Mota (1969-1970)

  • Jeremias Ferreira de Souza (1971-1972)

  • Ivaldeci Hipólito de Medeiros (1973-1974)

  • Ednaldo Nunes da Silva (1975-1978, 1981-1982)

  • José Floro de Arruda (1979-1980)

  • José Vicente da Silva (1983-1984)

  • Severino José da Silva (Biu de Cazuza) (1985-1986)

  • Dermeval Ribeiro da Silva (1987-1988)

  • Manoel João de Melo (Nequinho) (1989-1990)

  • Natanael Martins dos Santos (1991-1994)

  • Rubenildo Ferreira de Moura (1995-1996)

  • Mário da Mota Limeira Filho (1997-2002)

  • Edmir Regis de Carvalho Filho (2003-2004)

  • Raimundo Cardoso da Mata (2005-2008)

  • Djair Rosendo de Lima (2009-2010)

  • José Hipólito de Medeiros (2011-2012, 2017-2018)

  • Gleydson de Oliveira Silva (2013-2014)

  • Jair Nemésio Ferreira (2015-2016)

  • Getúlio Lira Cardoso (2019-2020)

  • Nestor de Lira Moura (2021-2024)



Riacho das Almas é um importante centro econômico e cultural, com uma história de conquistas em diversos setores.


A cidade começou a prosperar na pecuária e na agricultura, com destaque para o cultivo do algodão. Com o tempo, a produção agrícola evoluiu, e o abacaxi se tornou um símbolo da cidade, presente até mesmo em sua bandeira.


Além das realizações agrícolas, Riacho das Almas também vem se destacando em infraestrutura, saúde e educação. Um estudo recente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, divulgado em novembro deste ano, mostrou que a cidade tem uma das melhores coberturas de pré-escola do estado.


A identidade local deste município é construída também por sua rica cultura, religiosidade e hospitalidade. A Vila/Serra do Vitorino, por exemplo, é uma região que se destaca pelo artesanato, gastronomia e turismo. Além dos voos de asa-delta que continuam a atrair entusiastas de esportes radicais, consolidando a cidade como um destino diversificado e atraente. Já na cidade, há um crescente cultivo do esporte com bicicletas, gerando um novo atrativo turístico.


Riacho das Almas já ocupou o 4º lugar no estado como um polo de confecções, e embora tenha perdido essa posição, ainda mantém sua influência na indústria de confecções. A cidade, ao longo dos anos, manteve sua tradição na produção têxtil, contribuindo significativamente para a economia local.


O crescimento constante de Riacho das Almas em diversos setores, aliado à sua identidade cultural, projeta um horizonte positivo para o desenvolvimento sustentável e próspero da comunidade riachense.


Galeria de Fotos Atuais




Mensagem do atual prefeito, Dió Filho, em comemoração aos 70 anos de Emancipação Política:


Durante a sua participação no Quadro "Fala e Responde" da rádio local, que vai ao ar todas as sextas-feiras, a equipe de reportagem do Blog Zé Augusto esteve presente e registrou um vídeo. No trecho abaixo, o atual prefeito Dió Filho enfatizou a importância dos 70 anos de emancipação da cidade, ressaltando a relevância histórica deste aniversário municipal.



Principal Fonte para a Produção da Matéria: Livro Riacho das Almas - Memórias da Nossa História de Josué Euzébio Ferreira

Imagens: Arquivo de moradores que foram cedidas ao Blog Zé Augusto || Reprodução Blog Zé Augusto



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