Streaming pago já chega a 43,4% dos lares brasileiros e tv por assinatura perde espaço
- 9 de nov. de 2023
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Um relatório recente da PNAD Contínua do IBGE revelou que o streaming pago conquistou 43,4% dos domicílios brasileiros com televisão, representando uma mudança significativa nos hábitos de consumo de conteúdo. Ao mesmo tempo, a televisão por assinatura viu seu alcance encolher, com uma queda de 0,4 ponto percentual em áreas urbanas, enquanto áreas rurais experimentaram um aumento de 2,0 pontos percentuais.
Os dados indicam que a Região Sudeste lidera com 34,3% dos lares tendo TV por assinatura, enquanto a Região Nordeste registra o menor percentual, com apenas 17,1%. Esse declínio na TV por assinatura nas áreas urbanas, de 37,2% em 2016 para 28,8% em 2022, contrasta com o aumento nas áreas rurais, de 11,9% para 19,8% no mesmo período.
Entre os domicílios sem TV por assinatura, 35,3% mencionaram o custo como motivo, enquanto 53,7% simplesmente não tinham interesse. Surpreendentemente, 43,4% dos lares com televisão optaram por serviços pagos de streaming, mostrando uma preferência crescente por conteúdo sob demanda.
Apesar do aumento no streaming, o relatório destaca que apenas 4,7% dos domicílios com acesso pago a streaming não possuíam TV aberta ou por assinatura, indicando que o streaming ainda não substituiu completamente as formas tradicionais de TV.
Além disso, a pesquisa revela que a internet é amplamente utilizada em 91,5% dos lares brasileiros em 2022, indicando uma crescente conectividade, especialmente em áreas rurais. No entanto, cerca de 6,4 milhões de domicílios ainda não tinham acesso à internet, citando falta de conhecimento (32,1%), custo elevado (28,8%), e falta de necessidade (25,6%) como principais razões.
A tendência de queda na posse de televisões também é evidente, com o número total de domicílios com TV aumentando, mas a proporção diminuindo de 95,5% para 94,4% de 2021 a 2022. A antena parabólica analógica ainda é utilizada em 16,8 milhões de domicílios, indicando a necessidade de transição para métodos mais modernos diante do desligamento iminente das transmissões analógicas.
Esses dados destacam uma mudança clara nos padrões de consumo de mídia no Brasil, com o streaming se consolidando como uma opção preferida, enquanto a TV por assinatura enfrenta desafios crescentes.



