Zé e Wolney Queiroz avaliam PT como caminho mais viável para 2026
- José Augusto

- 17 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

O cenário eleitoral de 2026 pode representar uma inflexão decisiva na trajetória de Zé Queiroz e Wolney Queiroz. Com histórico consolidado e votações expressivas, ambos enfrentam hoje no PDT um ambiente pouco competitivo, semelhante ao que resultou na derrota eleitoral de 2022, quando, mesmo bem votados, acabaram fora do Legislativo devido ao coeficiente eleitoral. Nos bastidores, o PT aparece como alternativa cada vez mais concreta — e vista como estratégica.
Nas eleições de 2022, Zé Queiroz alcançou 33.923 votos para deputado estadual, enquanto Wolney somou 63.242 votos na disputa para a Câmara Federal. O desempenho, porém, não foi suficiente diante da fragilidade da chapa pedetista. A legenda não conquistou vagas e tampouco assegurou suplências. A avaliação entre aliados é de que, mantido o atual quadro, o PDT dificilmente apresentará nominatas capazes de competir com força em 2026, ampliando o risco de nova frustração eleitoral.
No Partido dos Trabalhadores, o cenário é distinto. A sigla passa por um processo de reorganização em Pernambuco, busca ampliar a bancada e tem priorizado quadros com densidade eleitoral e presença regional. Nesse contexto, nomes como os Queiroz são considerados ativos políticos importantes, tanto pelo histórico quanto pela capilaridade no Agreste.
Com quatro mandatos como prefeito de Caruaru e cinco como deputado estadual, Zé Queiroz mantém um dos currículos mais robustos da política pernambucana. Mesmo derrotado na eleição municipal de 2024, consolidou-se como principal voz de oposição ao prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD). Sua atuação constante no debate local preserva influência na região e torna sua presença competitiva em qualquer chapa proporcional.
Wolney acumula seis mandatos na Câmara Federal e atualmente ocupa o cargo de ministro da Previdência Social no governo Lula. A posição lhe garante visibilidade nacional, embora a CPI do INSS tenha provocado desgaste interno na pasta. Uma eventual candidatura pelo PT poderia transformar essa exposição em vantagem eleitoral, caso a sigla entenda que o ministro fortalece o projeto político federal no Estado.
Movimento conjunto em 2026?
Nos bastidores, a leitura é unânime: permanecer no PDT significa repetir a equação desfavorável de 2022. No PT, Zé e Wolney teriam acesso a uma nominata mais competitiva, alinhamento institucional com o governo federal e maiores chances de retorno ao Legislativo.
Embora não haja anúncios oficiais, interlocutores dos dois lados reconhecem que uma migração conjunta teria potencial para reorganizar o tabuleiro eleitoral em Pernambuco. O PT observa o movimento com interesse — e o PDT, com preocupação.



